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Por que as concessionárias sofrem com CRM em 2026?

Escrito por Admin | Oct 12, 2026, 11:00:01 AM

Concessionárias sofrem com o CRM em 2026 principalmente por quatro motivos: resistência da equipe de vendas ao uso da ferramenta, dados desorganizados que corrompem a base de clientes, ausência de processos pensados para a jornada de compra automotiva e falta de integração entre o CRM e os outros sistemas do dia a dia. O problema raramente está na tecnologia em si — está em como ela é adotada, treinada e mantida. Veja como cada causa aparece na prática e o que fazer para reverter o quadro.

O que causa o não uso do CRM em uma concessionária?

Comprar um CRM não garante que ele será usado. Segundo dados da MHI Global reunidos pela Nutshell, apenas um terço dos projetos de CRM alcança adoção de 90% ou mais da equipe de vendas — o restante convive com uma ferramenta que só parte do time usa de verdade. Entender por que isso acontece é o primeiro passo para reverter.

Dificuldades na equipe de vendas

A resistência começa na rotina: 55% dos profissionais de vendas apontam a facilidade de uso como o recurso mais importante em um CRM, segundo a InsideCRM (via Nutshell) — acima até de recursos avançados de automação. Quando o sistema é visto como burocracia extra, o vendedor volta ao que já conhece: agenda, planilha ou WhatsApp pessoal.

Isso se agrava quando o primeiro atendimento já nasce lento. Segundo a IRC Sales Solutions, 44% dos vendedores desistem de um lead já após a primeira tentativa de follow-up — o que também aparece no comportamento dos profissionais que menos convertem. Reduzir esse atrito é uma questão de processo, não de talento individual.

Desorganização de dados

Mesmo quando o vendedor usa o CRM, os dados nem sempre chegam completos. Segundo a ESNA (via Nutshell), 79% dos dados relacionados a oportunidades de venda nunca são inseridos no sistema — cadastros incompletos, duplicados ou desatualizados. O custo disso é real: uma pesquisa da Gartner de 2020, citada pela Eminence, estima que a má qualidade de dados custa às organizações, em média, US$ 12,9 milhões por ano, entre oportunidades perdidas e decisões tomadas com base em informação errada.

Na concessionária, isso aparece como leads contatados fora de hora ou ofertas personalizadas que erram o alvo — justamente o oposto do que a personalização deveria entregar.

Ausência de processos específicos para a jornada de compra automotiva

Muitas concessionárias tentam encaixar a rotina automotiva — que envolve test-drive, avaliação de usado, financiamento e pós-venda — em um CRM genérico, pensado para outro tipo de venda. O problema é que essa jornada tem tempo próprio: segundo dados da Globo reunidos em como reduzir o tempo entre o primeiro contato e a venda na concessionária, 57% das vendas de veículos acontecem entre duas e três semanas após o primeiro contato — e, no caso de elétricos, o ciclo pode chegar a 27 dias. Um CRM sem etapas pensadas para esse tempo de maturação força o vendedor a improvisar controles paralelos.

Não à toa, segundo um estudo da CSO Insights citado pela Polar Strategy, até 70% das implementações de CRM falham por falta de adoção do usuário — e ferramentas genéricas, mal ajustadas à realidade do negócio, estão entre as causas mais citadas. Um CRM feito para o setor automotivo, por outro lado, já nasce estruturado para esse ciclo mais longo, como detalhamos em como um CRM pode ajudar sua concessionária.

Falta de integração com outros sistemas

Quando o CRM não conversa com o DMS, a telefonia e outras ferramentas da concessionária, o vendedor acaba alternando entre telas só para completar uma única venda. Segundo uma pesquisa da RingCentral com trabalhadores do conhecimento, profissionais chegam a gastar até uma hora por dia alternando entre aplicativos — o equivalente a 32 dias por ano (RingCentral, Connected Workplace). Esse retrabalho é uma das maiores fontes de abandono da ferramenta.

Como fazer sua concessionária adotar o CRM

Reverter esse cenário não depende de trocar de sistema a cada ano — depende de tratar a adoção como processo contínuo. Alguns pontos fazem diferença real:

Escolher um CRM pensado para o setor automotivo, que já reflita as etapas da jornada de compra e venda, em vez de adaptar uma ferramenta genérica, como mostramos em por que sua concessionária precisa de um CRM. Integrar o CRM ao DMS, à telefonia e aos canais de atendimento, eliminando a digitação duplicada que mais afasta o vendedor da ferramenta — um processo que detalhamos em o papel do CRM na integração entre showroom e pós-venda. Investir em treinamento contínuo, não só no lançamento do sistema, e em IA que reduza o trabalho manual do vendedor. E, por fim, medir e cobrar o uso: segundo o relatório State of Sales, da Salesforce, vendedores dedicam apenas entre 28% e 30% da semana a atividades de venda — quanto menos tempo o CRM exigir em tarefas administrativas, maior a chance de a equipe realmente usá-lo.

Nenhuma dessas mudanças acontece de uma vez. Mas concessionárias que tratam a adoção do CRM como prioridade de gestão — e não como projeto de TI — são as que conseguem, de fato, transformar a ferramenta em resultado de vendas.